Dor de Ouvido e Dor de Garganta: Quando Procurar o Otorrino
Em resumo
Dor de Ouvido e Dor de Garganta: Quando Procurar o Otorrino

Dor de ouvido e dor de garganta estão entre as queixas mais comuns em qualquer idade. A maioria dos casos é passageira e melhora em poucos dias. O problema é que os sinais de um quadro simples e os de um quadro que precisa de médico se parecem muito no começo — e é justamente aí que muita gente decide esperar mais do que deveria.
Este texto reúne o que costuma passar sozinho, o que pede avaliação e o que não deve esperar.
O que geralmente passa sozinho
Boa parte das dores de garganta tem origem viral, aparece junto com um resfriado e melhora dentro de três a sete dias. Costuma vir acompanhada de coriza, espirros, tosse leve e, às vezes, febre baixa. Nesses casos, o cuidado é de suporte: hidratação, repouso e alimentação leve.
A dor de ouvido também pode ser passageira, principalmente quando surge durante ou logo depois de um resfriado, por acúmulo de secreção. Mudanças de pressão, como em viagens de avião, provocam desconforto que costuma ceder em pouco tempo.
O ponto em comum entre esses quadros é a tendência de melhora: a cada dia, o incômodo diminui um pouco. Quando isso não acontece, a leitura muda.
Sinais de que é hora de procurar o otorrinolaringologista
Alguns sinais indicam que o quadro merece avaliação, e não mais tempo de espera:
- Duração: dor de garganta que passa de uma semana sem melhorar.
- Febre alta persistente: especialmente quando acompanha placas ou pontos na garganta.
- Dificuldade para engolir ou respirar: qualquer grau de dificuldade respiratória merece atenção imediata.
- Secreção no ouvido: saída de líquido ou pus pelo canal auditivo.
- Queda de audição: sensação de ouvido tampado que não passa, ou dificuldade nova para ouvir.
- Repetição: episódios que voltam várias vezes ao ano.
- Dor de um lado só: dor de garganta persistente e localizada sempre no mesmo lado.
- Rouquidão prolongada: alteração na voz que dura mais de duas a três semanas.
Nenhum desses sinais confirma um diagnóstico sozinho — eles indicam que a avaliação médica deixou de ser opcional.
Ouvido, nariz e garganta são o mesmo sistema
Não é coincidência que uma única especialidade cuide das três regiões. Elas são conectadas, e um problema em uma costuma repercutir nas outras. É por isso que um resfriado com o nariz entupido pode terminar em dor de ouvido: a tuba auditiva, que liga o ouvido médio à parte de trás do nariz, fica bloqueada e a pressão se altera.
Essa conexão explica também por que quadros repetidos de garganta merecem uma avaliação que olhe o conjunto, e não cada episódio isoladamente.
Quando o clínico geral resolve
Nem todo caso precisa começar no especialista. O clínico geral avalia o quadro, conduz os episódios agudos mais simples e identifica quando há indicação de encaminhamento. Para uma dor de garganta isolada, com sintomas de resfriado, essa costuma ser uma porta de entrada adequada.
A consulta direta com o otorrinolaringologista tende a fazer mais sentido quando o problema se repete, quando envolve audição ou quando já dura tempo demais.
O que ajuda na hora da consulta
Algumas informações tornam a avaliação mais objetiva. Sempre que possível, chegue sabendo:
- há quantos dias os sintomas começaram;
- se houve febre e qual a temperatura registrada;
- quantas vezes o mesmo quadro aconteceu no último ano;
- quais medicamentos já usou e se houve alguma melhora;
- se há alergias conhecidas.
Na Clínica Já, no Barreiro, a consulta com otorrinolaringologista é agendada diretamente, sem necessidade de encaminhamento e sem plano de saúde.
Fontes e Referências
- Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) — orientações sobre doenças de ouvido, nariz e garganta
- Ministério da Saúde — informações sobre infecções respiratórias e uso racional de antibióticos

